DE OLHOS FECHADOS

•27/04/2011 • Deixe um comentário

“Fechei os olhos para não te ver

e a minha boca para não dizer…

E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,

e da minha boca fechada nasceram sussurros

e palavras mudas que te dediquei…”

Trecho de “Amar”, de Mário Quintana

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Confesso que hoje tive uma certa pena dos peixes, e por um simples motivo: eles não fecham os olhos.

OLHOS FECHADOS

Na manhã desta quarta-feira, como de costume, acordei reflexivo. Chateado com algumas coisas, esperançoso com outras mas com algo mais forte que me trouxe aqui para escrever.

Antes do desenvolvimento do que segue, tento resumir meus pensamentos: o fechar dos olhos refletem as mais profundas e poéticas expressões de sentimento que um ser humano pode ter.

Minha conclusão ficaria maior se eu tivesse colocado “expressões de sentimento E diálogo com o divino” mas acredito que ficaria reduntante. Acrescentar que, eventualmente, o fechar dos olhos também pode significar o nada, o vazio, também não faria sentido uma vez que o “nada” também significa sentir e, por que não, a conexão com sua própria divindade.

Descomplico.

Se encontrarmos a expressão “fechar os olhos” numa palavra cruzada, ou num desses programas da atual TV aberta, provavelmente nos remeteremos a algo relacionado a sono, ao adormecer. Pois bem. Neste momento, é ao fechar os olhos que abrimos as portas aos sonhos, a um mundo gigantesco onde acontecem, preferencialmente, maravilhas onde não há limites, onde absolutamente ninguém lhe diz o que fazer, como fazer ou o que você deve ser. Absolutamente NADA te limita num sonho. Na verdade algo muito parecido com a realidade com a diferença que, no mundo real, nós parecemos ser carentes de limites para “seguir em frente”. Estranho, não? Mas isso já são outros quinhentos.

Pense, além do sono, em qual foi a última vez em que você fechou os olhos. Foi quando algo caiu no seu pé? Aquela topada de canela, de madrugada, na mesinha de centro? Numa espreguiçada gostosa acompanhada daquele bocejo? Durante um beijo bom? Na mordida daquele crap suiço que você não comia há muito tempo?

Lembremos também que, para meditar, no momento de ligação com Deus, nosso Eu interior, anjo da guarda, mentor ou simplesmente relaxar, também fechamos os olhos.

Reparem os senhores que todas as cituações citadas estão relacionadas, de certa forma, a um sentimento de bem estar ou não e, seja qual for, você não passa desapercebido por eles. Até mesmo o simples piscar dos olhos para a lubrificação dos olhos também está relacionada a uma necessidade do corpo.

E quando o piscar é voluntário? Uma piscada de malícia, de apoio, de paquera ou de apenas um cumprimento. Quanto se pode fazer em silêncio e quão forte pode ser o significado de um simples piscar de olhos. Aliás, é o piscar que geralmente separa o momento dos olhos lacrimejando de um choro.

Lembro que no meu ensino médio um colega questionou a vários outros colegas, inclusive a mim, o que fazíamos enquanto bebíamos água no bebedouro. Não lembro o que respondi mas lembro a responsta de um meio primo que, após pensar um pouco, concluiu – “eu fecho os olhos enquanto bebo água no bebedouro”. Achei interessante como tal atitude está tão relacionada ao prazer. Sim, a algumas dores também mas, em sua maioria, ao prazer.

E por falar em prazer, como ficam seus olhos no exato momento do… do prazer? Sabem bem do que falo e os gaiatos de plantão hão de dizer que os olhos estarão “virados” mas é quase que regra que os mesmos se fechem no momento do…. bom…. enfim! Os olhos geralmente ficam cerrados nos maiores prazeres de um casal, seja na unificação dos corpos ou durante aquele beijo gostooooosooo ou, simplesmente, no descansar do rosto no peito do outro ou no encaixe entre a cabeça e o ombro ou mesmo, ainda, no abraço gostoso enquanto a boca descansa num beijo que não cessa colado ao ombro ou ao pescoço de sua paixão. Neste momento o nariz, praticamente encostado ao corpo do outro sentindo o cheiro bom de quem te abraça e os olhos… fechados.

E continuando no abraço… como disse uma vez a minha professora Rose, “A dança é o abraço que acontece durante o tempo de uma canção” (ou algo assim). E antes de continuar no tema central deste texto, lembro de um papo que tive há tempos com o Carlinhos, a quem não conhece, meu afilhado; a cada retorno de balada a gente voltava empolgado, conversando sobre quem havia conhecido, quem estava lá, amigos, professores, Djs, as músicas que haviam tocado e, comumente, a contabilidade de garotas que a gente NÃO havia “pegado”. Não só uma vez, não só duas e nem três. O fato de “não pegar ninguém” sempre foi mais regra que exceção e hoje compreendo, de certa forma, o porque disso.

Dentro de um namoro, o potencial de um relacionamento íntimo é naturalmente significativo, no entanto, em não raros momentos, o sexo não há de ser prioridade para a manutenção de um namoro.

Dentro de um relacionamento “sem nome”, a possibilidade de um namoro é algo forte, no entanto, não há de ser prioridade para a manutenção de tal relacionamento. O namorar, o noivar, o casar há de ser processo mais que natural, orgânico, e resultado de um relacionamento estável e “acidentalmente” gostoso.

É assim também com a amizade entre sexos opostos onde não há a obrigatoriedade de que algo mais aconteça. Não raro, longas amizades cessam após a tentativa, um tanto quanto forçada, de o casal ter “algo mais”.

O mesmo vale para uma balada. É óbvio, e seria muita hipocrisia de minha parte, que não alimente o ego de um cara, ainda mais no auge de sua adolescência o dizer “peguei 3 hoje” mas a maturidade uma hora chega e prioridades mudam. Estar numa festa em que você se sente em casa, teoricamente, é ter, potencialmente, a possibilidade de sair de lá com alguém, no entanto, na imensa maioria das vezes eu danço. Literalmente! E, sinceramente, não reclamo. Quando meus olhos fecham, imagino, enganam aqueles que concluem minha entrega. De fato me entrego! Mas a quem? A que? Me entrego à magia que a dança ME proporciona. Não sei o que sente a dama que está comigo mas espero, de coração, agradar com meus passos, com o meu dançar. Agora, o que eu sinto quando fecho os olhos enquanto danço, por mais que tentem, por mais que eu explique, ninguém nunca vai saber nem durante e nem depois.

Já fechei muito os olhos para viajar em sonhos mas, muitas vezes, já os cerrei, também, para fugir de problemas que somem junto com a luz no meu “adormecer” momentâneo. Coisas, pessoas, momentos, situações… quanto já me defendi usando a dança como escudo e SEMPRE deu certo.

O fato, assim como meu pai sempre diz que “coração alheio é terra que ninguém anda”, ninguém nunca vai saber o que se passa por trás das pálpebras de alguém que as usa como cortinas fechadas diante dos olhos.

Uma coisa é certa, por trás daqueles olhos fechados, independente de quem seja, há de ter muito sentir, há de se encontrar o sentido da vida, momentos singulares de nossa existência, de dor e graça e há de ter muito mais graça, vida esta que também “termina” de olhos fechados.

OLHOS ABERTOS

Eu quero uma casa no campo

•21/04/2011 • 1 Comentário

“Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais”

Casa no campo – Zé Rodrix e Tavito

 

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Eu quero um terreno no campo, e se não há de ser no campo mas que seja, ao menos, em ambiente de cheiro rural.

Tão longe do barulho mas perto o suficiente de via expressa de modo que meu ir e vir não seja tão comprometido e que o ir das crianças seja sempre menor do que o vir de modo a lhes fornecer segurança.

Que seja distância suficiente de modo que eu tenha um numero de estrelas maior do que as que tenho na cidade, onde eu, esposa e filhos possamos fazer desenhos no céu.

E que seja um terreno cujo desenho no chão seja feito por mim, fazendo jus à minha formação e paixão pelo criar.

E será de tamanho ideal. Nem ostentando luxo e nem pequena demais a subtrair conforto.

Que a cozinha fique na face sul e bem próxima da área de lazer das crianças que poderão, facilmente, ser chamadas para o almoço e jantar e sempre observadas enquanto brincam.

 

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Que não haja televisão em nenhum dos quartos mas que hajam, ao menos, 2 na casa, respeitando a infância das crianças que não são obrigadas a gostar de futebol ou novela ou qualquer outro entretenimento televisivo considerado adulto demais para a idade que terão enquanto crescem. Sei que telejornal é muito bom mas é bom pra gente grande e não pra quem ainda é pequeno.

O quarto de casal ficará a leste de modo a receber o sol da manhã assim como os outros quartos e, na parede da cabeceira, haverá uma foto ou desenho dos pombinhos de modo que demonstre união nos lembrando, sempre, o quanto nos gostamos, relembrando todos os motivos que nos uniram.

Luxo? A princípio, apenas um sonho de ter um espaço ideal para assistir filmes e ouvir música. Um lugar para relaxar com 2 fileiras de uns 3  lugares, cada, separados por um degrau para reunir família e amigos para ver filmes, futebol e outras atrações diante da tela.

A sala de jantar, anexa à cozinha, ficará a oeste para receber o sol da tarde em varanda generosa com cadeiras voltadas para o horizonte e cercada de verde. Será aberta e ventilada no verão e fechada e aconchegante no inverno com grandes janelas e cortinas.

A iluminação externa há de lembrar fazenda e praça com pequenos postes iluminando o jardim. Internamente os blocos de vidro, ora sem cortinas, haverão de deixar vazar a luz de fora. Um abajour será bem vindo próximo ao telefone, entre as poltronas e alguns lustres e arandelas completarão as luzes dos ambientes e eventuais corredores.

 

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Haverão, ao menos, dois cachorros. Quem sabe, um labrador e um husky siberiano brincando de dia, principalmente no calor, enquanto as plantas são regadas.

Pássaros? Sim, muitos! Viveiro? Sim, mas não fechado.

Um cantinho ideal? Qualquer um. Onde houver a felicidade, eu lá estarei e meus amigos, de meus filhos e esposa estão mais que convidados a partilhar bons momentos juntos.

E enquanto esse dia não chega, eu vou criando essa realidade pouco a pouco a partir de…………………AGORA.

SOBRE O QUE NINGUEM GOSTA DE COMENTAR

•15/04/2011 • Deixe um comentário

O texto abaixo é apenas um rascunho incompleto, não revisto, escrito sem acentos e cedilha no meu Smarthphone e com meus naturais erros de ortografia.

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Eu poderia, simplesmente escrever e deixar com minha familia mas a certeza de que rasgariam o papel me faz apelar para meio publico.

Antes de mais nada, algo mais light, quero informar que ando sempre com a carteirinha de meu convenio. No verso há um telefone, a cobrar, de modo que, onde quer que eu esteja, uma ambulancia podera ser providenciada.

Outra coisa, apesar de não estar explicito em meu RG, quero deixar bem claro que EU SOU DOADOR DE ORGAOS E TECIDOS.

Outra coisa e, talvez, a decisao mais polemicas: no dia em que minha alma for entregue nos bracos do nosso bondoso pai, e de minha vontade que meu corpo seja cremado.
Explico: me conheco bem e por grande parte de minha infancia e juventude, sempre fui muito carinhoso e cuidadoso com as coisas e pessoas que tive. Me desvenciliar de objetos e pessoas que me trouxeram boas lembrancas, comunmente me foi muito doloroso. Reduzindo meu corpo a po me daria a única opcao de seguir meu caminho rumo a luz, sem me arriscar a ficar proximo ao meu corpo na esperanca de retornar, por meios fisicos, aos meus entes tao queridos.

Tambem quero dizer que a dor da separacao sera significativa, entao peco para que amenizemos isto por meio da mais profunda e cinsera oracao. Quando oramos por alguem, algo ou determinada situacao, de forma pura e justa, sem alimentar nosso orgulho, o mais beneficiado somos nos mesmos.
Ao orar, que o faca ao pai, a Deus, so Ele podera atender, mandando seus anjos para nos orientar. Se possivel, não me pecam nada. Onde quer que eu esteja, vou querer atender e, se eu não puder ou não conseguir, posso ficar aflito, me machucar. Se Deus, um dia, me permitir fazer algo por voces ou descer a terra, o farei com o maior prazer e carinho.
O único caminho para a luz, esteja onde estivermos, e fazer o que Cristo nos ensinou, “amarmo-nos uns aos outros assim como Ele nos amou” e, aprenderei aqui ou la a orar com todo o meu sentimento por aqueles que eu deixar e por aqueles que já estiverem junto a mim.

Curiosamente, determinados momentos aparentemente improprios, podem ser ninho de risadas contidas, portanto, não se segurem, riam, contem piadas, sintam-se livres o quanto puderem.
Musica? As que voces quiserem mas, se dependesse de mim, seriam musicas com letras reflexivas e otimistas.

RELACIONAMENTOS “AMOROSOS”

•06/03/2011 • 1 Comentário

“É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.” Sarah Westphal Batista da Silva

quase

Há muito venho pensando em escrever coisas do cotidiano neste blog. Saudades de escrever algo que realmente preste aqui neste espaço, algo que falasse um pouco mais de mim, algo que desse aos meus futuros netos uma noção maior do que realmente sou (ou fui, dependendo de quando eles lerão isso).

O fato é que, por PREocupações  relacionadas a coisas que eu dei mais importância do que realmente tinham, deixei de lado muitos e muitos textos que deveriam estar aqui e, por um momento, nasceram e praticamente morreram na minha cabeça.

Assuntos aleatórios como trabalhadores que acordam de madrugada para ganhar o sustento da família, relacionamentos, como acredito que mulheres devem portar-se em determinadas situações, o saber perdoar, o saber alçar voos, a coragem de olhar para o passado, bater no peito e recomeçar custe o que custar, a preocupação excessiva que temos com “o que vão pensar de mim”… esses são apenas alguns dos temas que deixei passar, são alguns dos temas que, por vezes, até cheguei a rabiscar algumas coisas mas, no final das contas, não passou de um QUASE.

Pois bem, aqui estou outra vez sem saber ao certo o que vou escrever e, muito menos, o tamanho desse texto. Aqui pretendo falar um pouco mais desse cara que é o Alex e a forma como eu REALMENTE enxergo a vida e a forma como eu acredito que devo seguir, ainda que muitas vezes não o tenha feito.

ALEX PISCINA

RELACIONAMENTOS “AMOROSOS”

Eu gostaria muito de usar o mínimo de aspas possíveis neste texto mas as uso em demasia por ter a certeza que poucos que lerão este texto realmente entenderiam o que quero dizer se as tais aspas não fossem colocadas em determinadas palavras.

Já ouvi MUITO que sou um homem complicado de se entender mas desafio a qualquer uma dessas garotas que me mostrem onde os homens simples postam suas idéias. As minhas estão aqui prontas para serem dissecadas e as escrevo da forma mais clara possível.

Talvez eu já tenha escrito em algum texto desse blog sobre a minha primeira paixão, uma garotinha da primeira escolinha onde coloquei os pés. Lembro que cheguei a sonhar com ela e… um filho? Pois é. O primeiro conceito que tive de relacionamento a dois estava diretamente ligado a família. Na inocência de criança, não lembro de ter imaginado, nem mesmo, beijando a tal garotinha. Quem sabe mãos dadas, no máximo. Mas lembro muito bem da cena de chegarmos no portão da minha madrinha preparados para um almoço familiar de domingo.

de maos dadas2

Sinceramente não lembro qual foi a próxima manifestação sentimental que tive nesse aspecto após esse episódio. Só posso dizer que foram muitas e, obviamente, incontáveis.

Ainda quando criança posso dizer que a malícia foi sendo aflorada em mim até descobrir, numa biblioteca, que aquele negócio não servia só pra fazer xixi. Apesar da novidade o maior trauma foi aceitar que minha mãe tinha feito aquilo. Obviamente que a mãe de meus colegas, tudo bem mas, a minha??? Lógico que foi da cegonha que vim.

A transição da infância para a adolescência também foi marcada por sonhos, inclusive, no que diz respeito a relacionamentos. É óbvio que os hormônios não me deixavam indiferente com os rostos e corpo das menininhas que começavam a mudar mas nunca deixei de lado o real desejo de andar de mãos dadas com alguém e, mesmo precocemente, falar de futuro, falar de planos.

O tempo foi passando, aconteceu o primeiro beijo, carinhos mais ousados e, ainda assim, não largava da mania de não querer compreender que havia algo meio esquisito naquela beijação toda dos caras da minha idade. Alguns deles até hoje contabilizam quantas beijam numa balada ou mesmo quantas já levaram pra cama. Se eu os invejo? Pô, invejar? Eu? Logo eu que sempre olhei as coisas de uma forma mais séria? Acham mesmo que eu invejaria esses caras que ja pegaram tantas mulheres? Bah… é lógico que… invejo sim, viu! Não conheço homem que, por mais sério que seja, não quisesse ter uma adolescência cheio de mulheres por perto e, se tiver, provavelmente está mentindo. Opinião minha! Assim como não conheço mulher alguma que não tenha gostado desse tipo de cara. Aliás, TODAS pagavam um pau pra um cara assim! Já cheguei a ouvir de mulher “o que mais me chateava é que ele pegava todas mas não me pegava!”. Vai vendo! Até hoje é assim. Mulherada que me desculpe mas o que vocês curtem mesmo é cara cafajeste, aquele mais popular entre as meninas, aquele cara ativo, que joga bola, fala palavrão, cospe no chão, sem camisa, com um copo numa mão, um cigarro na outra e, sabe-se lá com que mão, ainda dá aquela coçada sem pudores.

Mas não é de julgamento que quero falar. Quero falar de como ajo, como encaro esse tipo de coisa ou, como eu acredito que eu deveria agir nesse tipo de caso. Muito simples e invento uma historinha pra ilustrar como.

O segredo para que QUALQUER tipo de relacionamento dê certo é o interesse mútuo em coisas específicas. Um certo assunto, uma certa atividade, um determinado momento…

Quem é que nunca terminou um dia com um beijo não premeditado?

Um cara sai de casa meio chateado com coisas pessoais, trabalho, rotina, família, faculdade e, pra completar, aquele aperto no metrô, daqueles que a gente não precisa se segurar para não cair. Trem que não anda, entre as estações e uma garota na sua frente que não para de olhar para o relógio do cara do lado segurando naquele ferro, no alto do vagão e, num breve movimento do trem, outro tranco de parada e o bater de corpos seguido do pedido meigo de desculpas da garota com o aceite do cara seguido do comentário que, pior que trem parado, era a impossibilidade de apresentar o trabalho da noite na faculdade. Daí pra frente começa aquele “onde você estuda”, “o que você faz?”, “trabalha em que?” e, depois de uns 10 minutos de trem parado já começam perguntas mais pessoais “e fim de semana só descanso, né?”, “ah, você costuma ir lá também?” e as eventuais coincidências começam a aparecer “achei que fosse só eu ficava em dúvida entre comer o salgadinho ou beber o suco para ficar com o último gosto na boca!”, “sério que você assiste essa série?”, “não acredito que você teve aula com ele!”. O atraso do trem já encerrou por ali as atividades acadêmicas e a estação é propícia para aquele passeio no Shopping do metrô. Na praça de alimentação, papo vai, papo vem, emenda com um cineminha e um beijo acontece.

romance metrô

Já recebeu ligação por engano? “Ah, desculpa, é que o seu prefixo é igual ao meu e seu sufixo é o da amiga que eu tava ligando” – “É mesmo? Então se seu prefixo é igual ao meu, sinal que você mora perto, né?“ Deduziram o final, né? (…)

Naquele quarto com a galera toda reunida e um sai pra beber água, a outra vau junto, alguém diz ter esquecido a câmera no carro e uns dois dizem que vão dar uma saidinha e já voltam. Com tanta gente arranjando o que fazer e saindo do quarto, você, começando a entender o que está acontecendo, olha para os lados e se depara, apenas, com aquela garota. (…)

E noutro causo do reencontro com a ex, olhares destreinados e papos sem muito sentido e intimidados por um passado de uma história bonita. Os tempos são outros. Ambos teoricamente mais maduros e um “minha mãe queria te ver” falado meio que sem querer e um aceite da ida até a casa da garota que, chegando lá, propositalmente ou não, está vazia. (…)

Que fique na cabeça de quem lê a dedução do que é invenção e do que é verídico mas uma coisa é certa, não há nenhum absurdo que impeça que qualquer uma dessas histórias aconteça.

A questão maior é que, por um momento, algo uniu esses personagens, esses casais e vai dos mesmos continuarem algo ou pararem por aí.

Um telefone tocando, uma mensagem no MSN, uma comunidade em comum nas redes de relacionamento ou simplesmente o querer conversar, estar junto, pode fazer com que essas pessoas se vejam de novo e daí um simples bate papo e um até logo ou mesmo outro beijo. E, futuramente, um novo querer de se ver que, por algum motivo, pode ser impossibilitado pela não vontade ou outros compromissos do outro mas, se o reencontro acontecer, quem sabe um bate papo e um tchau ou, então, um novo beijo e maiores intimidades.

Onde quero chegar nesse vai e vem (ou só vai) é que o que une as pessoas são sempre interesses comuns e que não temos o direito de querer mudar o interesse do outro.

Enquanto os interesses forem comuns, teremos alguém pra conversar;

Enquanto os interesses forem comuns, teremos alguém pra beijar na boca;

Enquanto os interesses forem comuns, teremos alguém para carícias mais calientes.

E por aí vai. Absolutamente NADA impede que qualquer uma dessas pessoas suma por um tempo, por novos interesses. Agora, sumindo ou não, retornando ou não. No dia em que for firmado que os interesses de determinada pessoa for, de fato, muito próximo aos meus, de modo que minha liberdade signifique, por espontânea vontade, estar ao lado desse alguém, e vice versa, nesse dia terei conhecido a futura mãe de meus filhos, aquela que hei de chamar de minha esposa e que eu possa até já ter conhecido mas esse tipo de coisa é semelhante a um “eu te amo” sincero, olhado nos olhos e, não raro, lacrimejando. Uma declaração madura do maior sentimento que pode existir e quando este momento chegar, é sinal de que esse amor já existe há muito tempo.

casal

E que os cuecas e indecisos terminem de ler esse texto por aqui porque a próxima linha já não é pro bico de vocês.

Você que tá terminando de ler esse texto agora, quem sabe não seja você quem eu me refiro nesse último parágrafo maior? Não, não tô falando da outra que leu, tô falando de você!!! Mas não quero que pense que seja, por outro lado, a gente pode conversar, se conhecer de verdade, dar risada juntos, passar a limpo algum passado e ser apenas amigos ou, quem sabe…

NO BUSÃO

•29/09/2010 • Deixe um comentário

Há pouco estava eu assistindo a um vídeo do PC Siqueira onde ele citava seu profundo ódio por aqueles que escutam funk no busão e, que fique claro, me refiro aos que ouvem no último volume sem fone de ouvido.

Antes mesmo de assistir ao vídeo, pelo título (Funk no ônibus e a hipnose) já fui compartilhando meu sentimento (que gay!) com o referido Vloger e postei no Twitter uma mensão ao assunto que hei de comentar aqui.

Certa vez vi uma pequena postagem de @lucianopires dizendo algo como “por que sempre que ouvem algum som alto, nunca é algo de qualidade?”. Bom, era algo mais ou menos assim. Sinal de que não sou o único a me incomodar com esse tipo de coisa e tenho certeza absoluta que o referido fato incomoda muita gente.

E se um elefante incomoda muita gente… certa vez, naqueles momentos quem antecedem o filme no cinema, momento em que, geralmente toca a rádio cinemark, um engraçadinho, pra agradar a sua mina (provavelmente ele se referiria a ela como “bandida”) colocou um funk pra tocar em seu celular xingling (pra não dizer que, provavelmente, era roubado mesmo) e como essa raça nunca está só, no outro canto do cinema alguém respondeu ligando o celular em semelhante melodia.

Que ódio!!! Ódio? Sei que essa expressão não combina muito comigo mas serve pra desabafar. Oh celularzinho com volume alto!!! E a bateria? NÃO ACABA!!! Quero saber qual a marca pra patentear um carro com motor movido a bateria de celulares que tocam funk sem fone de ouvido. Ficaria rico, com certeza!!!

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Você que já deve estar enjoado de ler até aqui, deve estar se perguntando se não seria melhor eu ter colocado o título do texto como algo semelhante a “Funk no busão”. Digo que não. É de busão que quero falar mesmo, na verdade de coisas que acontecem em lotações, metrôs, trêm… transporte público em geral.

Bom, do funk eu já falei mas só um adendo: certa vez ouvi um cara ouvindo música evangélica alta. Achei estranho, achei ruim mas fiquei quieto e a única forma que encontrei de me acalmar foi pensando que ele poderia estar ouvindo funk ao invés do gospel, ao menos ele estava homenageando o lado para onde ele pretende ir quando morrer ao qual compartilho, e não a casa do capiroto, onde deve tocar, entre outras coisas, adivinha o que…

Outra coisa que me deixa profundamente chateado são as pessoas que tem certa carência de empurrar outras pessoas. Essa gente jamais poderá pegar qualquer transporte público sozinho uma vez que, sozinhas, empurrariam quem?

Certa vez estava eu na estação Sé (“desembarque pelo lado esquerdo do trem”) e havia acabado de descer do vagão… (por que a gente diz “descer” se, nesse caso, a plataforma fica no mesmo nível? Bom, que seja.) …eu tinha acabado de SAIR do vagão e seguido rumo à escada junto àquela multidão de gente. Atraz de mim, quem que eu encontro? Uma senhora, me empurrando. Não havia o que fazer, eu simplesmente estava seguindo o fluxo, na mesma velocidade do fluxo e não havia motivo algum para empurrar mas ela estava empurrando. Bom, com o intuito de evitar confusão, saí da frente da senhora para que ela tivesse o prazer de empurrar outra pessoa e não eu. Fui logo para traz dela (juro que não foi preparando vingança) e me deparo com outro tipo de pessoa: aquelas que querem tirar vantagem em tudo. Uma garota havia achado ruim por eu ter entrado na frente dela, acredita??? Ora porra, mas eu já estava na frente dela!!! Não estava imediatamente na frente dela mas o número de pessoas que estavam na frente dela não se alterou! Se manteve. Difícil entender isso???? E não me venham dizer que era filha da senhora empurrona que não era não, tenho certeza! Saí da frente dela pronto para falar um palavrão ao primeiro que me viesse encher o saco empurrando ou não me deixando “passar na frente”.

(Falar palavrão, é? Até de escrevê-los aqui eu tenho vergonha, mas, enfim…)

Ainda falando de nossa amiga que, aparentemente, quer tirar vantagem em tudo, concluo que a mesma garota seja daquele tipo que pode entrar num vagão, busão ou lotação vazios mas entra correndo. A idéia não é apenas pegar um lugar para sentar mas sentar antes que todo mundo!!! Que graça tem isso? Algumas dessas pessoas chegam a sorrir quando sentam e, vez ou outra, olham para um lado, para o outro, vêem que já são quase meia noite e que o vagão está lotado com mais de 5 pessoas que, não raro, olham pra ela deixando-a, finalmente, sem graça. O que não a impedirá de seguir sua aventura de tirar vantagem noutras ocasiões.

E filas? Filas? Que filas? Fila pra que? Pois é. Já reparou que as filas só servem para atrasar seu objetivo, seja lá qual ele for? Já reparou que o primeiro da fila raramente é você? E já reparou que quando não há fila as outras pessoas se dão sempre melhor que você? E já reparou, também, que as outras filas andam muito mais rápido do que aquela onde você está, seja no trânsito, mercado, banco… Pois bem… zuado, né?

fila indiana

Deixo aqui meu total apoio à fila única! Sabe aquela única fila que é atendida por todos os caixas que sinalizam como livres seja pela voz do operador ou por um visor colorido acompanhado de um apito que, geralmente tem um velhinho ou uma gestante que, com justiça, passa na sua frente por serem preferenciais? Pois bem. Ainda defendo esse tipo de fila.

Ainda na fila: E gente que fuma na fila? Nossa! E vai você se afastar pra ver se não entra alguém no seu lugar!!! Não sei se melhor ou pior mas e quando o fumante “tenta” não incomodar ninguém, ele coloca a mão com o cigarro para o lado oposto como se pudesse controlar, também, a fumaça. Tô pra conhecer alguém que tenha maior antipatia com cigarros acesos do que eu, um dos maiores detectores de cigarros acesos que eu mesmo possa conhecer. Por que a maioria dos fumantes não se toca, hein? Será que é impressão minha pelos fumantes decentes fumarem em lugares e ocasiões apropriadas? Por isso que não gosto de generalizar. Mas que todos jogam a bituca no chão, ah jogam!

fumante

Quanto a jogar bitucas no chão, será que alguém já reparou na diferença que há entre as plataformas do metrô da barrafunda e a plataforma do trem da mesma barrafunda??? Parece que discriminam onde podem ser educados e onde não se deve ser educado. É a mesma diferença entre as pessoas que jogam o lixo do Mc. Donalds no lixo e as exatas mesmas pessoas que deixam o lixo na mesa em outros estabelecimentos.

Você pode estar pensando: cabô o texto? Pois é, cabô! Tô sem criatividade pra colocar uma conclusão bacana, por tanto… TCHAU!

Até a próxima.

Depilação masculina

•26/07/2010 • Deixe um comentário

É, bem que o “futuramente” descrito no texto Depilação feminina durou apenas alguns minutos.

Eu me referia ao texto abaixo que, embora eu não o tenha encontrado nos arquivos de meus e-mails recebidos, tenho quase certeza que é o mesmo que um dia li com lágrimas nos olhos, lógico, quase chorando de rir. Acredito, inclusive, que ambos sejam de mesma autoria. Espero que curtam.

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Estava eu assistindo tv numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas ‘partes’.

Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: · Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer ‘outras coisas’ com eles! ! !

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam ‘outras coisas’. Respondi que não, que doeria… coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei. Até porque estava curioso para fazer ‘outras coisas’.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de ‘dona da situação’ que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!! Bem quentinho!

O Sr. Pinto já estava todo ‘pimpão’ como quem diz: ‘sou o próximo da fila’!!

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as ‘outras coisas’ que viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem. Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com camomila ‘que acalma a pele’, enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round.

Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero. Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução. Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. ‘Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos’, respondi. Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana. No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo. Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Depilação feminina

•26/07/2010 • Deixe um comentário

Bom, antes de mais nada o título é meu e se não ficou óbvio sua ligação com o texto, entenderão em um texto futuro que ainda não encontrei no histórico de meus e-mails.

Deste parágrafo pra frente me abstenho de responsabilidades mesmo desconhecendo a autoria do texto. A única certeza que tenho é que não fui eu quem o escreveu, no entanto, ri muito quando li! Segue o texto da forma como o recebi, incluindo sua formatação, logicamente, sem a destinatária (lógico que tinha que ter sido enviado por uma mulher!). Espero que gostem.

———————————

Meninos, vcs que reclamam de fazer barba… vejam como é sofrida a nossa situação….

Meninas, é de dar risada…vejam se não é assim mesmo que acontece…

———————————

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me
render à depilação na virilha.
Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso
aconteceria.
Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma
indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra
fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque
sabia lá o que me esperava,
coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha
apresentável. E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando.
Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.
Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas.
Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.
Uma mistura de Calígula com O Albergue.
Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que

chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim.
Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha.
Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas.
Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça.
Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão.
Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo,
mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha
e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- É… é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail,
nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais
ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um
líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga
cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação.
E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha
Virgem.
Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada
havia sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de
ligar para o Samu.
Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era
tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”.
Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou.
A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo
uma grande sacanagem,
só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de
sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de
Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração
das duas.
Estavam bem perto dali.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
“Me leva daqui, Deus, me teletransporta”.
Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada.
Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos
resistentes da pele já dolorida.
E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope.
Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar.
Eu não podia ver o que Pê via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena?
Nem minha ginecologista.
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido
perguntaria:

- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil cus por dia.
Aliás, isso até alivia minha situação.
Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento.
Pê puxou a cera.
Achei que a bunda tivesse ido toda embora.
Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais.
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos,
preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez?
Virei e segurei novamente a bandinha.
E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Era dor demais, vergonha demais.
Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito.
Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo.
Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção.
Ela viu tudo, da perereca ao cu.
O que seria baixar a calcinha?
E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar…namorar… eu estava com sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso.
Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Queria comprar o domínio,
Queria tudo…menos, namorar!

—————————————–

Veja, também, Depilação masculina.

SAUDADES DAS DÉCADAS DE 80/90

•23/07/2010 • Deixe um comentário

Programas antigos sempre deixam saudades e, não raro, entram em assuntos até mesmo em roda de marmanjos por mais que a idade passe, algumas dessas atrações televisivas marcaram época. Lembro até hoje de minhas manhãs no início de minha vida quando eu assistia A PANTERA COR DE ROSA ou O GATO FELIX.

Uma vez chorei ao ver um episódio em que a Pantera pedia carona no frio e ninguém parava o carro.

Quanto ao GATO FELIX, confesso, não lembro bem. Sei que eu assistia mas não lembro direito, agora, TOM & JERRY e PICA PAU são classicos até hoje!

Nossa, essas musiquinhas em tom acelerado eram clássicos de Tom & Jarry. Não sei como é hoje em dia.

Pica Pau dos antigos (1968)

 

Bom recordar, né? Aliás, alguém aí lembra de Super Vicky?

 

E PUNK, A LEVADA DA BRECA?

Por falar em PUNK, já bateu curiosidades de saber como os atores estão hoje?

Que tal um pouco da versão em desenho?

É, parece que este post ficou um pouco saturado de PUNK mas, aos marmanjos, que tal mais um poquinho de Soleil Moon Frye:

Ainda sobre PUNK, fica aqui a minha singela homenagem à Lisandra, uma amiga do início de meus 3 anos de Liceu de Artes e Ofícios que, de vez em quando, aparecia com um tênis de cada cor e era atazanada por mim e pelo Shoshima cantando a música de abertura da Punk atrás dela. Grande beijo, mocinha!!!! Saudades!

 

 

Abaixo, relembrem um pouco de CARROSSEL e vejam como ficaram os atores depois de grandes:

Uma pena que a Carmen cresceu TANTO! Poxa, ao invés de seguir o exemplo da Maria Joaquina! =(

Enquanto escrevo este trecho, estou assistindo à Super Vicky. Que saudades de um humor sem malícia!

 

E alguém aí se lembra de Glub Glub? Todo mundo, né?

Engraçado que meu vizinho costumava reparar no pipi do índio da abertura.

 

Os desenhos que passavam no Glub Glub devem significar quase metade dos que assisti na minha infância, a começar por BOULI, O BONECO DE NEVE:

 

Salsicha e Salsichão com o famoso “venha comigo, vou lhe mostrar” com voz bem anazalada:

 

Animais do BOSQUE DOS VINTENS. Meio tensa essa abertura mas era muito legal! Há quem tenha chorado no dia em que o Texugo morreu. =(

 

 

COBI, nossa, esse é clássico! Um mascote de olimpíadas transformado em série de desenhos animados. Será que o leãozinho da África do Sul também faria sucesso hoje se seguisse os mesmos moldes de Cobi?

 

A PEDRA DOS SONHOS – uma poesia transformada em desenho! Será que as crianças de hoje ainda assitem isso?

 

Rs…. e do JIMBO, alguém se lembra? Jimbooooo!!!!

 

PIPE E CUCO também era legal mas não sei se muitos se lembram. Procurei a abertura mas infelizmente não encontrei. Era engraçadinha!

 

 

E vejam o que eu encontreï: CAVALO DE FOGO. Sim, era atração do SBT e não da TV Cultura mas como estava no meio de minhas pesquisas… Qualquer coisa eu ordeno depois (rs…. duvido!). Saudades das aventuras da Sara.

 

 

Cara, RUA DOS POMBOS!!!! Um dos melhores desenhos que já assisti naquela época! Um episódio muito marcante foi quando viram um disco voador. Se você assistir, a musiquinha vai ficar uns três dias na sua cabeça!

 

Bom, que tal mais um pouco dessa injeção de anos 80/90? Vamos lá?

 

O FANTÁSTICO MUNDO DE BOB

 

 

A NOSSA TURMA

Nossa, eu adorava essa abertura e a música!!!!

 

 

ALF O ETeimoso – rs… muito bom!!!!

 

BOZO

Que saudades!

 

 

Sim, eu cheguei a assistir SPECTROMAN

 

 

E OS TRAPALHÕES, muito bom, né? Muita gente nem lembrava mais da música da filha do seu Faceta. “Papaaaaaaaaaaaaiiii eu quero me casaaaaarr!!!! – Oh minha filha, então diga com queeeeemmm…”

 

 

Abaixo, mais alguns vídeos que marcaram as décadas de 80 e 90 pra vocês matarem a saudade:

 

 

 

 

 

 

 

 

PIROCÓPTERO, quem não teve um?

 

Propaganda da CLAYBON. Nossa!!!

 

 

Cremo, cremo, cremo, CREMOGEMA

 

Boneca que fazia bolinhas de sabão. Não, eu  não tive uma mas a propaganda é inesquecível!

 

Comercial das CASAS PERNAMBUCANAS. Não é bem deeeeesse comercial que eu lembro, acho que eles fizeram um outro comercial com a mesma música.

 

 

Propaganda do BANCO NACIONAL. Do banco quase ninguém lembra mas da propaganda, duvido que tenham esquecido!

 

BONITA CAMISA, FERNANDINHO! – Juro que nunca havia visto essa propaganda mas como muita gente já comentou dela, aí vai.

 

 

Abertura da SESSÃO DAS DEZ. Lembro que quando passava isso eu já tava com um sono de lascar!!!

 

Abertura do SHOW MARAVILHA, programa da Mara

 

Propaganda da LAVANDERIA YOSHITO

 

É isso aí, pessoal! Na ansiedade de postar esses vídeos e dividí-los com todos, já postei no Twitter e espero que tenham gostado do que viram até aqui e matado um pouco as saudades dessa época de ouro.

Até mais!

Um quintal

•28/05/2010 • Deixe um comentário

Por Danuza Leão

e Alex Cosmo (Achei o texto lindo e tomei a liberdade de interferir no texto original nos trechos negritados e colocar as figuras)

_________________

Quando uma pessoa começa a melhorar de vida, pensa logo em comprar uma boa casa. E o que é uma boa casa? É preciso um jardim e uma piscina, imaginam os pais. Eles querem para as crianças uma infância saudável, com confortos que nunca tiveram, mas não pensam no principal: um quintal.

Um quintal não precisa ser grande, e o chão deve ser de terra batida. Nele deve haver algumas árvores que não pareçam ter sido plantadas, mas sempre existido. Um abacateiro e uma goiabeira, de goiaba vermelha, são fundamentais. No, fundo, um galinheiro tosco, com uma porta quebrada, para que as três ou quatro galinhas possam correr quando alguém quiser pegá-las. Nenhum computador levará uma criança ao deslumbramento que ela terá ao encontrar um ovo e segurá-lo, ainda quentinho. É o mistério da vida nas mãos dela, mais absoluto e mais simples do que qualquer livro de filosofia.

Um dia, a cozinheira avisa que vai matar uma galinha para o molho pardo. Os meninos pedem para ver a cena trágica; a mãe não quer; mas a empregada, acostumada, com o facão na mão, facilita. Se a galinha tiver dentro da barriga aquele monte de ovinhos, aí a lição de morte e – e de vida – será ainda mais completa. E mais lições serão aprendidas quando alguém sugerir fazer uma peteca com as penas mais duras e algumas palhas de milho. Mas será que alguém sabe do que estou falando?

Voltando: esse quintal deve ser meio abandonado, mas muito limpo; duas vezes por dia a empregada, cantando bem alto, dá uma varrida. É importante também que haja um tanque para lavar o pé de alguma criança quando ela pisar descalça numa porcaria, e um varal com pregadores de roupa de
madeira. Nesse lugar, não vai ter horta nem pomar organizado. Em compensação, é bom que exista do outro lado do muro uma enorme mangueira para que se possa praticar o melhor crime do mundo:
roubar as frutas do vizinho.

Nos fundos de um quintal, deve haver também uma touceira de bananeiras
ou bambus e, claro, um adulto dizendo sempre para tomar cuidado, pois ali pode ter uma cobra. Não há infância que se preze sem medo de cobra.

Quando as goiabas começam a crescer, fica todo mundo de olho até a primeira delas estar no ponto para ser arrancada e mordida ali mesmo, sem lavar. E que sensação terrível quando se vê o bicho da goiaba se mexendo.
Aí, sem que ninguém precise dizer nada, você começa a aprender que a vida é assim: ou se compra uma goiaba bonita, mas sem gosto, ou se espera com paciência ela amadurecer no pé até destilar o supremo prazer de dar aquela dentada – com direito a bicho e tudo.

Um quintal que se preze há de ter bolinhas de gude e, de preferência, algumas perdidas para que crianças venham a encontrá-las futuramente como quem encontra o que há de mais precioso naquele momento e corre para mostrar aos amigos a beleza da bolinhas transparentes, ainda mais quando se trata das maiores com um enfeitezinho colorido lá dentro.


E ossos enterrados? Que quintal não tem, ao menos, um? É óbvio que quintal tem que ter cachorro com sua devida casinha identificada com o nome pregado meio que torto, quase na diagonal. Mas que o au au jamais seja solto enquanto entramos no galinheiro para fazer algo lá dentro.


Há de ter, também, caminhos feitos de grandes pedras que levem a… qualquer lugar mas que possa ser acessível em dias de chuva para que o barro vermelho não seja pisado quando molhado. A calha da casa junto ao quintal há de ser um mínimo generosa e, se possível, que haja ao menos uma rede na parte coberta de onde, deitados, possamos apreciar as folhas das árvores escorrendo as águas até o solo.

No peitoril da janela há de ter, ao menos, um vaso com uma plantinha, quem sabe até, um pezinho de feijão, resultado de uma experiência da escola.


Mas o tempo voa. De repente você se sente só, abre o caderno de telefones ou a lista de contatos do seu smathphone e percebe sua pouca afinidade com os nomes que estão lá, que tem vivido uma vida que não tem nada a ver e começa a procurar um sentido para as coisas. Não encontra resposta, claro, mas um dia está no trânsito, vê um terreno baldio, na calçada um poste com uma pipa enroscada, pela rabiola, no fio e se lembra daquele quintal no qual não pensa há anos e percebe que essa é a lembrança mais importante e mais feliz de sua vida. E passa a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, mas ninguém sabe.

Fonte do texto original: http://claudia.abril.com.br/materias/4138/?pagina1&sh=25&cnl=4&sc=

Segurança em casa

•22/04/2010 • Deixe um comentário

“Quem semeia Segurança, colhe Qualidade de Vida.” – Charlles Nunes

seguro_casa[1]

Muito se ouve dizer sobre a saudade do tempo em que se conversava colocando cadeiras na calçada como algumas cidades do interior do Brasil ainda o fazem.

É comum, hoje em dia, nos depararmos com casas cheias de porteiros eletrônicos, olho mágico, certas elétricas, cadeados, câmeras entre outros artifícios que possam ajudar a prevenir um possível mal estar no que diz respeito à seguran;ca em nosso doce lar.

Segue, abaixo, algumas possíveis soluções baratas para ajudar a diminuir furtos ou, no mínimo, fazer do objeto de um furto, algo inútil nas mãos de um marginal.

Começamos por um dos objetos mais fáceis de se roubar e um dos mais visados pelos bandidos:

O CELULAR

Roubo-celular-300x272[1]

A tecnologia desses aparelhinhos tem sido acompanhada de perto pelo interesse daqueles que tem uma forma nada nobre de sustentar sua família. Escrevi esse parágrafo lembrando do primeiro “Tropa de elite” quando alguns dos bandidos eram intimidados e gritavam “sou pai de família!!!!”. Ahã…. o marginal sou eu, então.

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar de IMEI, um número exclusivo do seu aparelho, um código que, se desabilitado, torna o celular inútil para fazer ligações, ou seja, sua principal função. Não sei se o referido número bloqueia demais funções do aparelho, acredito que não.

Para saber o número IMEI de suas linhas (sim, celulares com 2 linhas tem 2 IMEI) basta digitar em seu aparelho *#06#

Deixe o número de seu IMEI sempre anotado em local seguro, seja numa agenda ou mesmo num e-mail seu.

Lembrando que, em caso de furtou ou roubo de seu aparelho, você só poderá solicitar o bloqueio do IMEI se puder comprovar que o aparelho era, de fato, seu.

Outra coisa: o IMEI é bloqueado apenas nacionalmente mas, apesar disso, se todo mundo bloqueasse o IMEI logo após o furto, diminuiriam MUITO a subtração desses aparelhos onde, não raro, guardamos boa parte de nossas vidas das mais diversas maneiras.

GPS

nokia6110gps1[1]

“Mas eu comprei meu aparelho, também, pelo GPS!!!” Sorte a sua! O bandido pode até deixar de fazer ligações com seu celular e se contentar com o jogo da cobrinha maaaaaaaassssss….. se você seguir o que digo logo em seguida, o Sr. ladrão vai ficar perdido (com “F” maiúsculo!) com você caso, antes do roubo/furto, você tiver instalado um programinha que localiza seu aparelho mandando, dele, um SMS com as coordenadas de onde ele está para um número pré definido. Antes de bloqueá-lo, derrepente, vale a pena tentar encontrá-lo entrando em contato com as toridades competentes.

“Seguindo a sugestão de um amigo em outra comunidade, conheci este software:
Sprite Terminator
Em caso de furto ou roubo do aparelho voce manda um sms para ele e ele te envia a localização do aparelho utilizando o GPS, apaga os dados e se for trocado o chip da operadora ele envia um SMS com o novo numero para um numero previamente cadastrado por vc.
http://www.4shared.com/file/74951940/939ee829/Sprite_Terminator.html

“Uso o Remote Tracker 0.20. Totalmente testado e funcionando no Cruise, e com a vantagem de ser FREE. Tem mais funcionalidades que o Terminator.
Veja as suas funcionalidades:
http://www.4shared.com/file/77140424/9216cec0/Configurando_o_RemoteTracker.html
Link para o .cab:
http://www.4shared.com/file/77140574/eea350b2/RTConfig.html

Acredito que ambos softwares citados aqui foram projetados para a versão móvel do Windows. Os trechos foram tirados de um fórum do orkut .

CÂMERAS

WEB_CAM_350K_C___48d794ea2529b[1]

Recursos cabíveis a apenas grandes empresas ou gente chique, certo? ERRADO! Dentro do seu próprio quarto você pode monitorar, de longa distância, se seu irmão mais novo, adentrou ao seus aposentos para mexer em alguma coisa e, se quiser, até mesmo receber um SMS no seu celular dizendo que alguém passou na frente da sua web cam gravando os segundos em que aquilo ocorreu e mandando para um site na internet. “Poxa, que legal! Mas eu não tenho dinheiro pra isso.” Dinheiro pra quê? É de graça!!!

Veja como no site do Olhar Digital.

NOTEBOOK

“O Prey é um software gratuito que pode ser instalado no seu notebook com Linux, MacOS X ou Windows e em eventuais roubos, e se o gatuno se conectar de alguma maneira, você poderá rastreá-lo através do IP, nome da rede, configurações Wi-Fi e outras coisas.

O mais interessante é que, se o salafrário estiver com a Webcam ativada (o que é padrão no Mac, por exemplo) você poderá tirar uma foto de quem está utilizando o notebook e o Prey envia todaos esses dados por e-Mail”

Trecho retirado de um blog.

AJUDA MÚTUA, 190 e 181

Denuncie, filme, grave o áudio, investigue por conta própria mas com responsabilidade. Se possível, até, escolha o anonimato. Antes ter o seu trabalho sob reconhecimento de inxiridos do que ser um herói procurado pelo traficante da favela mais próxima. Fique sempre atento!

Além do 190 (Telefone da polícia, no Brasil), temos o 181 que eu, particularmente, acho sensacional. Sou prova viva de que o serviço funciona, uma vez que já fui parar na delegacia várias vezes por denúncias. rs… brincadeirinha…. sério, pessoal, o 181 te dá privacidade, te reserva o anonimato e quando o problema é comum, uma boca de fumo bem próxima, por exemplo, quanto mais pessoas ligarem, muito mais chance do caso ser resolvido com mais eficiência e a polícia aparece sim. Aproveitem para denunciar abuso de menores, violência à mulher, vizinhos barulhentos, ladrões…. e por aí vai…

Agora com licença que eu tô ouvindo um barulho no meu portão. Vou ali no porteiro eletrônico ver o que é.

 
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