NO BUSÃO
Há pouco estava eu assistindo a um vídeo do PC Siqueira onde ele citava seu profundo ódio por aqueles que escutam funk no busão e, que fique claro, me refiro aos que ouvem no último volume sem fone de ouvido.
Antes mesmo de assistir ao vídeo, pelo título (Funk no ônibus e a hipnose) já fui compartilhando meu sentimento (que gay!) com o referido Vloger e postei no Twitter uma mensão ao assunto que hei de comentar aqui.
Certa vez vi uma pequena postagem de @lucianopires dizendo algo como “por que sempre que ouvem algum som alto, nunca é algo de qualidade?”. Bom, era algo mais ou menos assim. Sinal de que não sou o único a me incomodar com esse tipo de coisa e tenho certeza absoluta que o referido fato incomoda muita gente.
E se um elefante incomoda muita gente… certa vez, naqueles momentos quem antecedem o filme no cinema, momento em que, geralmente toca a rádio cinemark, um engraçadinho, pra agradar a sua mina (provavelmente ele se referiria a ela como “bandida”) colocou um funk pra tocar em seu celular xingling (pra não dizer que, provavelmente, era roubado mesmo) e como essa raça nunca está só, no outro canto do cinema alguém respondeu ligando o celular em semelhante melodia.
Que ódio!!! Ódio? Sei que essa expressão não combina muito comigo mas serve pra desabafar. Oh celularzinho com volume alto!!! E a bateria? NÃO ACABA!!! Quero saber qual a marca pra patentear um carro com motor movido a bateria de celulares que tocam funk sem fone de ouvido. Ficaria rico, com certeza!!!
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Você que já deve estar enjoado de ler até aqui, deve estar se perguntando se não seria melhor eu ter colocado o título do texto como algo semelhante a “Funk no busão”. Digo que não. É de busão que quero falar mesmo, na verdade de coisas que acontecem em lotações, metrôs, trêm… transporte público em geral.
Bom, do funk eu já falei mas só um adendo: certa vez ouvi um cara ouvindo música evangélica alta. Achei estranho, achei ruim mas fiquei quieto e a única forma que encontrei de me acalmar foi pensando que ele poderia estar ouvindo funk ao invés do gospel, ao menos ele estava homenageando o lado para onde ele pretende ir quando morrer ao qual compartilho, e não a casa do capiroto, onde deve tocar, entre outras coisas, adivinha o que…
Outra coisa que me deixa profundamente chateado são as pessoas que tem certa carência de empurrar outras pessoas. Essa gente jamais poderá pegar qualquer transporte público sozinho uma vez que, sozinhas, empurrariam quem?
Certa vez estava eu na estação Sé (“desembarque pelo lado esquerdo do trem”) e havia acabado de descer do vagão… (por que a gente diz “descer” se, nesse caso, a plataforma fica no mesmo nível? Bom, que seja.) …eu tinha acabado de SAIR do vagão e seguido rumo à escada junto àquela multidão de gente. Atraz de mim, quem que eu encontro? Uma senhora, me empurrando. Não havia o que fazer, eu simplesmente estava seguindo o fluxo, na mesma velocidade do fluxo e não havia motivo algum para empurrar mas ela estava empurrando. Bom, com o intuito de evitar confusão, saí da frente da senhora para que ela tivesse o prazer de empurrar outra pessoa e não eu. Fui logo para traz dela (juro que não foi preparando vingança) e me deparo com outro tipo de pessoa: aquelas que querem tirar vantagem em tudo. Uma garota havia achado ruim por eu ter entrado na frente dela, acredita??? Ora porra, mas eu já estava na frente dela!!! Não estava imediatamente na frente dela mas o número de pessoas que estavam na frente dela não se alterou! Se manteve. Difícil entender isso???? E não me venham dizer que era filha da senhora empurrona que não era não, tenho certeza! Saí da frente dela pronto para falar um palavrão ao primeiro que me viesse encher o saco empurrando ou não me deixando “passar na frente”.
(Falar palavrão, é? Até de escrevê-los aqui eu tenho vergonha, mas, enfim…)
Ainda falando de nossa amiga que, aparentemente, quer tirar vantagem em tudo, concluo que a mesma garota seja daquele tipo que pode entrar num vagão, busão ou lotação vazios mas entra correndo. A idéia não é apenas pegar um lugar para sentar mas sentar antes que todo mundo!!! Que graça tem isso? Algumas dessas pessoas chegam a sorrir quando sentam e, vez ou outra, olham para um lado, para o outro, vêem que já são quase meia noite e que o vagão está lotado com mais de 5 pessoas que, não raro, olham pra ela deixando-a, finalmente, sem graça. O que não a impedirá de seguir sua aventura de tirar vantagem noutras ocasiões.
E filas? Filas? Que filas? Fila pra que? Pois é. Já reparou que as filas só servem para atrasar seu objetivo, seja lá qual ele for? Já reparou que o primeiro da fila raramente é você? E já reparou que quando não há fila as outras pessoas se dão sempre melhor que você? E já reparou, também, que as outras filas andam muito mais rápido do que aquela onde você está, seja no trânsito, mercado, banco… Pois bem… zuado, né?
Deixo aqui meu total apoio à fila única! Sabe aquela única fila que é atendida por todos os caixas que sinalizam como livres seja pela voz do operador ou por um visor colorido acompanhado de um apito que, geralmente tem um velhinho ou uma gestante que, com justiça, passa na sua frente por serem preferenciais? Pois bem. Ainda defendo esse tipo de fila.
Ainda na fila: E gente que fuma na fila? Nossa! E vai você se afastar pra ver se não entra alguém no seu lugar!!! Não sei se melhor ou pior mas e quando o fumante “tenta” não incomodar ninguém, ele coloca a mão com o cigarro para o lado oposto como se pudesse controlar, também, a fumaça. Tô pra conhecer alguém que tenha maior antipatia com cigarros acesos do que eu, um dos maiores detectores de cigarros acesos que eu mesmo possa conhecer. Por que a maioria dos fumantes não se toca, hein? Será que é impressão minha pelos fumantes decentes fumarem em lugares e ocasiões apropriadas? Por isso que não gosto de generalizar. Mas que todos jogam a bituca no chão, ah jogam!
Quanto a jogar bitucas no chão, será que alguém já reparou na diferença que há entre as plataformas do metrô da barrafunda e a plataforma do trem da mesma barrafunda??? Parece que discriminam onde podem ser educados e onde não se deve ser educado. É a mesma diferença entre as pessoas que jogam o lixo do Mc. Donalds no lixo e as exatas mesmas pessoas que deixam o lixo na mesa em outros estabelecimentos.
Você pode estar pensando: cabô o texto? Pois é, cabô! Tô sem criatividade pra colocar uma conclusão bacana, por tanto… TCHAU!
Até a próxima.
